BNDigital

As primeiras fotografias da Amazônia. Resultado de uma expedição fotográfica pelo Solimões ou Alto Amazonas e Rio Negro, realizada por conta de G. Leuzinger, Rua do Ouvidor 33 e 36, pelo Sr. A. Frisch, descendo o rio num barco com dois remadores, desde Tabatinga até Manaus

11 set 2013

Artigo arquivado em Análise documental
e marcado com as tags Amazônia, Christoph Albert Frisch, Expedição, Fotografias

BREVE INTRODUÇÃO

Até há pouco, falar das fotografias amazônicas do alemão Christoph Albert Frisch significava, essencialmente, falar das mais antigas fotografias conhecidas de nossos índios. Frisch esteve na floresta em 1867, na ocasião em que o engenheiro Joseph Keller e seu filho Franz Keller-Leuzinger – também fotógrafo, desenhista e pintor, além de genro de Georges Leuzinger – dirigiram-se à região dos rios Madeira e Mamoré, onde se pretendia construir uma estrada de ferro. Vale lembrar que ambos já vinham atuando no país, contratados pelo governo imperial brasileiro, tendo efetuado anteriormente a exploração de uma série de rios no sul e sudeste do país, com vistas à elaboração de estudos de viabilidade para a realização de obras de infra-estrutura.

Antes de Frisch, houve a lendária passagem do fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredericks pelos rios Orenoco e Amazonas em 1843, tantas vêzes mencionada mas nunca devidamente esclarecida, onde teriam sido produzidos – e perdidos – alguns daguerreótipos. Houve ainda o trabalho de fotografia antropométrica, em sua maioria de mestiços da região amazônica, realizado em 1865-1866 por Walter Hunnewell em Manaus, a pedido de Louis Agassiz, da Expedição Thayer, hoje arquivados num museu da Universidade de Harvard. O casal Agassiz publicou sua obra A Journey in Brazil em 1868 e dela constam reproduções xilográficas de algumas fotografias de Leuzinger, duas fotos de índios feitas pelo ‘Dr. Gustavo, of Manaos’, mas nenhuma de Frisch.

Assim, podemos afirmar que não se conhece, até aqui, qualquer iniciativa no Brasil anterior à de Frisch, que teria realizado uma extensa documentação dos índios, em seu próprio habitat, ao longo do rio Amazonas, em 1867. As imagens de Frisch foram comercializadas pelo estabelecimento de Georges Leuzinger – que também teria ensinado Hunnewell, da Expedição Thayer, e pode ser considerado, por isto, o primeiro a viabilizar a produção e o consumo de fotografias dos tipos indígenas brasileiros, tão ansiadas pelos estudiosos europeus da etnografia e pelos viajantes estrangeiros em geral.

Muito já se escreveu acerca da pouca autenticidade das fotos de Frisch, uma vez que os índios capturados por sua câmera já estavam parcial ou totalmente integrados à civilização, muitos deles trazendo mesmo no semblante os traços marcantes dessa ‘contaminação’. Cita-se ainda, com freqüência, o caso de suas célebres fotomontagens, onde o índio devidamente paramentado foi fotografa-do em situação favorável à feitura de um bom retrato e depois sua imagem foi ‘recortada’ e aplicada a uma bela paisagem amazônica, passando assim a idéia de que tais índios teriam sido fotografados ali mesmo, em seu habitat natural – o que definitivamente não procede, mas correspondia ao imaginário dos europeus acerca de nossos povos nativos.

Dúvidas ainda persistiam quanto à real motivação de tal empreitada e quanto à sua verdadeira dimensão. Ademais, quase nada se sabia sobre A. Frisch, o autor das fotografias. Em sua obra do ano 2000 sobre os fotógrafos alemães que atuaram no Brasil durante o século XIX, Pedro Vasquez já demonstrara estar na trilha certa para elucidar o mistério, apresentando os resultados de uma rápida pesquisa em arquivos alemães; em 2005 o pesquisador alemão Frank Stephan Kohl publicou artigo na revista Studium (n. 21) da Unicamp, onde trazia a público os primeiros resultados de suas pesquisas acadêmicas naquele país; mas foi em junho de 2006, por ocasião do lançamento da edição dos Cadernos de Fotografia Brasileira do Instituto Moreira Salles dedicada a Georges Leuzinger, que os resultados da investigação biográfica empreendida por Frank Kohl revelaram novas e valiosas informações, mais consistentes, sobre A. Frisch – a começar pelo nome completo do fotógrafo.

Eis que finalmente ficamos sabendo, em linhas gerais, quem foi Christoph Albert Frisch e qual foi a sua trajetória profissional: natural de Augsburg, na Baviera, e nascido em 1840, passou por Munique, indo depois trabalhar no célebre atelier parisiense de Goupil, editor e impressor de imagens. De volta a Munique, partiu dali para a Argentina, levando consigo boa quantidade de estampas de imagens religiosas, que tencionava comercializar em Buenos Aires. Fracassado o seu plano, envolveu-se em outras atividades até conseguir um emprego de fotógrafo, em 1862. No ano seguinte, partia para Assunção, no Paraguai, face ao interesse demonstrado pelo então ministro da Guerra daquele país, Francisco Solano López, durante visita à cidade portenha. Acredita-se que Frisch já estava no Rio de Janeiro em 1865, quando Georges Leuzinger abriu seu ateliê de fotografia, que se diferenciava dos demais por não explorar os retratos mas sim a produção e comercialização de imagens de caráter documental, a partir das iniciativas editoriais de seu proprietário.

Voltando ao texto de Frank Kohl, o pesquisador afirma, ainda, que “a recente descoberta de um catálogo da empresa [G. Leuzinger] na Biblioteca Nacional, listando 98 imagens da série de fotografias amazônicas, confirmou nossa pesquisa, feita exclusivamente a partir de imagens de acervos [na América e Europa], sem conhecimento desse catálogo inédito.” Ainda segundo as palavras do pesquisador, foi a partir do exame deste catálogo – na verdade, um pequeno e singelo folheto – que ele pôde confirmar, em grande parte, a sua remontagem da série original, preenchendo as lacunas ainda existentes em seu trabalho.

Mais do que isto, foi a partir deste folheto, verdadeira ‘preciosidade’, que se pôde finalmente obter respostas convincentes às principais perguntas feitas por todos os interessados nas fotografias realizadas por Frisch na Amazônia. Até onde vai o nosso conhecimento, nunca se soube da existência deste folheto, não havendo qualquer menção ao mesmo na imprensa da época ou na literatura especializada.

O FOLHETO

O folheto mede 13 x 9,8 cm e é formado por um caderno de quatro folhas dobradas e costuradas, perfazendo doze páginas, depois encaixadas numa folha que faz às vezes de capa. O texto está inteiramente redigido em francês. Doze páginas contêm impressão tipográfica, sendo uma dedicada à folha de rosto e onze à listagem propriamente dita das fotografias. Destas onze, as nove primeiras estão encimadas pelo título Alto Amazonas ou Solimões e as duas últimas pelo título Rio Negro, o que demonstra a preocupação em separar, no final, as fotografias feitas nos arredores de Manaus e que destoavam da proposta contida no título do folheto. A composição tipográfica é primorosa, bem ao estilo dos trabalhos dos estabelecimentos gráficos de Georges Leuzinger.

À leitura atenta da folha de rosto, já encontramos um importante esclarecimento (tradução nossa): “Resultado de uma expedição fotográfica pelo Solimões ou Alto Amazonas e Rio Negro, realizada por conta de G. Leuzinger, Rua do Ouvidor 33 e 36, pelo Sr. A. Frisch, descendo o rio num barco com dois remadores, desde Tabatinga até Manaus.” Não há qualquer data; e da legenda do item no 13 extraímos a informação complementar de que seu barco “percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses”. Baseados nas fotografias já conhecidas desta expedição, espalhadas por diversos acervos e já publicadas em livros e periódicos, sabemos que nas fotografias correspondentes aos números 13 e 97 pode-se ver o barco da expedição e nesta última o retratado seria o próprio fotógrafo, então com 27 anos de idade; na foto no 52 vê-se, ainda, a provável tenda onde ele sensibilizava e revelava seus negativos, constituídos por chapas de vidro de colódio úmido.

Ernesto Senna, em sua obra clássica de 1910, havia mencionado que “satisfazendo ao pedido de Agassis [sic], fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Perú, vistas que serviram não só para clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotografias dos silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instrumentos, armas etc.”

Os 98 itens listados no folheto correspondem às 98 fotografias que foram comercializadas – todas elas, muito provavelmente, montadas num cartão-suporte da Casa Leuzinger. Nas fotos, à esquerda, ocorre a inscrição “Atelier photographi que de G. Leuzinger, rua d’Ouvidor 33 e 36 no Rio de Janeiro. Photographié d’après nature par A. Frisch.” Ao centro, o título geral do grupo ao qual pertence aquela foto grafia (Alto Amazonas ou Rio Negro). À direita, as menções recebidas pelo trabalho: “Mention honorable à l’exposition de Paris de 1867. Médaille d’argent à l’exposition de Rio de Janeiro”. Mais abaixo, então, está impressa a legenda completa de cada fotografia, tal como descrito no folheto. Com relação às premiações, vale esclarecer que a medalha de prata obtida em 1866, na II Exposição Nacional, no Rio de Janeiro, nada tinha a ver com este trabalho, mas a menção honrosa na Exposição Universal de Paris de 1867 refere-se, sim, a fotografias de índios do Amazonas, de autoria de A. Frisch e inscritas pela Casa Leuzinger – o que pode ser conferido na listagem transcrita em anexo da obra de Maria Inez Turazzi.

A sequência das legendas – numeradas de 1 a 98, como já foi dito – reflete o roteiro da viagem, buscando reconstituir as principais paradas em sua ordem natural: partindo da cidade colombiana de Letícia – à época, território peruano – a expedição adentrou o Brasil por Tabatinga, então a “primeira estação da linha de vapores”, seguindo para São Paulo de Olivença (segunda estação), Tocantins (terceira estação), Fonte Boa (quarta estação), Tefé (quinta estação), Coari (sexta estação), Codajás (sétima estação) e, finalmente, o porto de Manaus (a oitava estação da linha de vapores). Ali, além de uma série panorâmica da capital da província do Alto Amazonas (nos 72 a 74), as fotos de Frisch mostram algumas outras localidades: o antigo cemitério dos índios Manaos, o igarapé do Correio (?), o igarapé de São Vicente e o rio Tarumã.

Sempre com base nas legendas podemos afirmar que, em quarenta fotografias, estão retratados os índios dos diversos grupos com os quais o fotógrafo teve contato, durante o seu percurso: Tecuna (ou Tukún), Miranha (ou Mirânia), Caixana (ou Kayuisana), Amaúa (seriam os Amawáka?), Tapuia, Pacé (ou Passé), Mura e Marauá (ou Marawá), além de um grupo de ‘barqueiros bolivianos’. E mesmo sem terem sido retratados, algumas legendas fazem menção aos Cataúxi (ou Katawixi), Cambeba (ou Omágua) e Manao, além de um grupo não especificado de ‘selvagens cruéis’ que viviam à beira do lago de Tefé. Nota-se uma preocupação em identificar as relações de parentesco entre os retratados (pai, mãe, irmão, irmã, filha, avó), o status dos líderes (cacique, chefe), além de diferenciar os casos de miscigenação (puro-sangue, mestiço, mameluca) e os níveis de submissão aos colonizadores (antropófagos, selvagens cruéis, selvagens, meio civilizados, submissos).

No que tange à sua cultura material, ocorrem diversas citações nas legendas das fotografias. Os armamentos (além da menção genérica às armas) são a aljava com flechas envenenadas, o arco e flechas e as flechas para pesca, o tacape, a zarabatana, a lança e a lança envenenada. O vestuário e os adereços também estão assinalados, através de menções genéricas do tipo ‘traje habitual’ e ‘vestimentas’, além de outros vocábulos mais específicos como bolsa, ornamentos, corôa de cipó, além da referência a uma fiandeira de Manaus. Afora as ‘habitações da cidade’, as especificamente indígenas ali mostradas são descritas como malocas, habitações provisórias, casas e cabanas (ou choupanas) – no caso dos ‘índios subjugados’ e também dos seringueiros. Há fotos da cozinha da maloca e do interior de uma habitação. No campo específico das embarcações, há menções a barcos (inclusive o barco utilizado pelo fotógrafo), botes, canoas, pirogas e vapores. Há diversas menções à borracha (todas referentes à matéria-prima e aos processos de produção, mas nenhuma às suas aplicações). Quanto às localidades ou instalações, aparecem o posto militar, a fronteira, a roça, o ancoradouro, a feitoria (do pirarucu), o sítio, e o antigo cemitério dos índios Manao.

Mas, ao exame detalhado do documento, o que mais nos impressionou não foi a abordagem do universo indígena, à qual sempre estiveram associados o nome de Frisch e sua expedição amazônica. O que saltou aos olhos foi o espaço ocupado, nos resultados fotográficos de sua expedição, pela flora amazônica. A partir desta nova visão do conjunto e baseados essencialmente nas legendas, arriscaríamos afirmar que os índios não se constituíram no foco principal da expedição.

Trinta e cinco espécies vegetais estão mencionadas nas legendas de trinta e três fotografias, a maioria acompanhada dos nomes científicos (aqui omitidos) e de curiosos comentários, alguns dos quais transcrevemos, devidamente aspeados e entre parênteses: araratucupi ou faveira-pé-de-arara, assacú (“a seiva queima instantaneamente a pele”), bacabai, banana-da-terra, caiaué ou dendezeiro-do-Pará, castanheira-do-Pará (“excelente madeira para a construção naval; suas fibras fazem a melhor estopa para calafate e as nozes, contidas em cápsulas, são muito apreciadas na Europa. Dela há florestas inteiras”.), coca (na verdade, o ipadu, coco-da-baía), cumaru (“madeira para as construções navais; o fruto constitui-se numa vagem de cuja ervilha [a semente] se extrai óleo que é um dos melhores perfumes conhecidos”), cupuaçu (“cacau branco”), embaúba, ipadu (“[os Mirânia] guardam na boca uma bola composta de folhas secas e piladas da árvore de Coca, misturadas às cinzas da madeira Embaúba, que denominam Ipadú e os mantém fortes e vigorosos durante 3 dias, sem injerir qualquer outro alimento”), maniji (seria a palmeira manajá ou manacá, que produz palmito comestível e frutos globulares?), mimosa (uma árvore), muiratinga (“madeira de construção”), palmeira-açaí (“donde se faz uma bebida muito refrescante”), palmeira bacabaí (“donde se faz bebidas nutritivas e refrescantes ao mesmo tempo”), palmeira buriti (“cujo fruto é comestível”), palmeira caraná, palmeira caranaí, palmeira javari (“não se come o fruto”), palmeira najá, palmeira paxiúba barriguda, palmeira pu¬punha com espinhos, palmeira pupunha sem espinhos (“palmeira desconhecida e muito rara”), palmeira tucumã, palmeira urucuri, parasitas (“um buquê de parasitas”), pau mulato (“combustível extraordinário, queima mesmo quando verde”), seringueira (“árvore da borracha ou goma elástica”, que durante o processo de produção é “defumada principalmente pela fumaça das sementes das palmeiras urucuri e najá, que são colocadas no fogo”), sumaúma (“produz uma cápsula do tamanho de um pequeno melão, cheia de bagos recobertos de um algodão se¬doso, magnífico”), tinambuca, tururi (“de cujas fibras se produzem vestimentas”) e urucurana (“produz frutos com os quais se pega o peixe”).

Entre outras, é digna de menção a legenda da foto no 55, “floresta virgem desmatada, cujo proprietário (português) teve a idéia, admirável e pouco comum, de deixar em pé um exemplar de cada qualidade de árvore, 1, Castanheiro, 2, Mimosa, 3, Arraratucopi, 4, Tinambucca.” Há menção, ainda, a fontes de água e ao transporte de água, além de fotos do jacaré, do peixe-boi e do pirarucu (“artigo de exportação, do qual se pescava 100 a 150 mil arrobas por ano”).

O que se depreende desta leitura do folheto é que o objetivo da expedição fotográfica iria muito além da questão indígena, seguindo uma linha exploratória inaugurada bem antes desta iniciativa, num período anterior mesmo à invenção da fotografia e capitaneada pelo naturalista bávaro Carl Friedrich Pilip von Martius, que entre 1817 e 1820 realizou o mais completo levantamento jamais realizado de nossa flora, materializado na magistral Flora brasiliensis, publicada em 40 volumes, entre 1840 e 1906. Desde então, já se abordava cientificamente o potencial de nossa flora amazônica, sempre destacada pela opulência de suas espécies florestais, frutíferas, palmáceas, forrageiras (para alimentar o gado), medicinais e industriais. Ressalte-se que, ainda hoje, o aproveitamento da riqueza genética dessas espécies tem sido extremamente modesto, se considerado o seu real valor estratégico para o desenvolvimento de novos produtos nacionais.

ALGUNS POSSIVEIS DESDOBRAMENTOS DESTA PESQUISA

Se, por um lado, este folheto responde às principais indagações até aqui feitas pelos nossos historiadores da fotografia, outras interrogações se levantam agora, neste cenário. Quem identificou as espécies – talvez os remadores, até aqui não identificados, que o acompanhavam? E quanto aos nomes científicos, possuiria Frisch tal domínio? Provavelmente não; e neste caso, quem é o sujeito que afirma em algumas legendas, por exemplo, que tais espécies botânicas são ‘desconhecidas por nós’? Quem redigiu as legendas, afinal? E finalmente, a quem Leuzinger desejava atender, prioritariamente, quando financiou tal empreendimento? Apenas à demanda dos interessados, em geral?

Trata-se de excelente documento a merecer um aprofundado estudo no que tange às relações entre o que se lê e o que se vê nas fotografias. Neste caso, cremos, a leitura das legendas torna-se essencial para a perfeita leitura e apreensão do conteúdo das fotografias. E neste sentido, podemos ainda indagar se Frisch estaria consciente de tudo aquilo que está ali narrado, por ocasião da feitura das suas fotografias. Como teria se dado a identificação do que é ali descrito e mostrado?

Acreditamos, a esta altura, que nossos leitores já estejam devidamente convencidos da propriedade do termo ‘preciosidade’ que atribuímos, este autor e os Anais da BN, ao pequeno folheto, que nos mostra o quanto pode ser verdadeira a afirmação de que é nas coisas mais singelas que se encerram as grandes verdades... É chegada a hora, pois, de reunirmos todas essas fotografias, espalhadas pelo planeta afora, numa publicação virtual, que seja, de modo que os especialistas dos diversos ramos da antropologia, da biologia e da história possam, finalmente, elucidar por completo essa importante expedição fotográfica.

Segundo as pesquisas de Frank Kohl, o aludido folheto foi publicado em 1869, mesmo ano em que Albert Frisch voltou para a Alemanha onde se associou a Joseph Albert, que havia aperfeiçoado uma técnica de reprodução fotomecânica derivada da fotolitografia e denominada genericamente de fototipia, tendo batizado a sua variante de albertipia. De lá, Frisch partiu para Nova York em 1871, visando disseminar aquele processo no novo continente. De volta à sua terra, dedicou-se aos processos de reprodução fotomecânica e terminou por estabelecer seu próprio negócio em Berlim. Faleceu em 1918, poucas semanas após completar 78 anos.

Por fim, gostaríamos de agradecer a Martim Vicente, que transcreveu o folheto, às bibliotecárias Késiah Pinheiro Viana, pela revisão da transcrição, Maria Dulce de Faria, pelo precioso auxílio no decorrer da pesquisa cartográfica, Gláucia Carvalho, pelo auxílio na pesquisa sobre os povos indígenas, e ainda à bibliotecária Vera Lúcia Garcia Menezes e ao fotógrafo Cláudio Xavier, pelas reproduções dos documentos. Em especial, agradecemos à bibliotecária da área de Iconografia Mônica Carneiro Alves, cujos zelo, dedicação e perspicácia possibilitaram que esta preciosidade chegasse até nós.

A partir da página seguinte, a transcrição na íntegra do folheto com a relação das fotos de A. Frisch.

(P. 1 – FOLHA DE ROSTO)

RESULTAT D’UNEEXPÉDITION PHOTOGRAPHIQUE SUR LE Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro,faite pour compte de G. Leuzinger,Rue d’Ouvidor 33 et 36,par Mr. A FRISCH, descendant le fleuve dans un bateau avec 2 rameurs, DEPUISTabatinga jusqu’à Manáos.
1869.Typographie de G. Leuzinger, 33 Rue 7 Septembre.RIO DE JANEIRO.

(P.2 – VERSO DA FOLHA DE ROSTO)

(em branco)

(P. 3)

Alto Amazonas, ou Solimões.

1 1. Loetitia (rive gauche) Poste militaire Péruvien, fondé en 1868 où l’on se propose de faire une Colonie d’Indigènes, à 2 lieues de Tabatinga.
2 2. Tabatinga (rive gauche) (côté du Pérou), dernier poste militaire brésilien, à la frontière du Pérou, fondé en 1766.
3 3. Tabatinga (rive gauche) (côté du Brésil), 1.re Station de la ligne des bateaux à Vapeur, poste militaire brésilien, à la frontière du Pérou.
4 4. Malocca (rive droite) Habitation d’Indiens sauvages Técunas avec le cacique (Tuxaúa) et sa fille; 10 lieues audessous de Tabatinga.
5 5. La Cuisine de la Malocca N.4, qui se trouve toujours à une petite distance de l’habitation.
6 6. L’Intérieur (rive gauche) d’une habitation d’Indiens sauvages Técunas sur la rivière Caldeirão, confluent de l’Amazonas, avec une famile entière; le père, la mère, la fille et la grand-mère.
7 7. Técunas Indiens sauvages dans la forêt, (homme et femme) sur la rivière Caldeirão confluent de l’Amazonas.
8 8. Mantú Chef des Tecúnas avec ses 2 femmes.
9 9. S. Paulo (rive droite) 2.deStation de la ligne des bateux à Vapeur, l’Ancorage se trouve au pied de la Colline, 800 habitants.

(P. 4)

Alto Amazonas, ou Solimões.

1 10. Malocca Habitation d’Indiens sauvages Miranhas, sur la rivière Iça, à 35 lieues de son embouchure dans l’Amazonas (rive gauche).
2 11. Miranhas Indiens Antropophages à la Chasse, ils gardent dans la bouche une boule composée de feuilles, sèchées, pilées de l’arbre Cocca, mélées aux cendres du bois Embaúba et alors appelée Ipadú, qui les soutient forts et vi-goureux pendant 3 jours sans prendre d’autre nourriture.
3 12. Miranhas femmes sauvages dans leur costume habituel.
4 13. Tonantins (rive gauche) 3.me Station des bateux à Vapeur, située sur le Lac du même nom, contenant 15 maisons et 60 habitants, avec le Vapeur de la ligne Icamiaba et le bateau du photographe, qui a fait 400 lieues de route sur l’Amazonas et ses confluents en 5 mois de temps, lui et 2 hommes.
5 14. Tonantins Une habitation de la ville.
6 15. Lac de Tonantins avec le vapeur Bravo.
7 16. Malocca (rive gauche) ou habitation des Indiens sauvages, Caixanás, à 10 lieues de Tonantins.
8 17. Caixanas (rive gauche) Indiens sauvages à la chasse dans la forêt avec Carabatana, un carquois plein de flèches empoisonées et le sac de Sumaúma.
9 18. Caixanas (rive gauche) Indiens sauvages (homme et femme).

(P. 5)

Alto Amazonas, ou Solimões.

1 19. Caixanas (rive gauche) Indiens sauvages (femme et homme), avec la lance et la couronne de Lianes sur la tête, peuplade très passifique d’un teint très¬clair.
2 20. Sappó (rive droite) endroit où logèrent anciennement les Cataúxi. Réunion du Jutahi, non exploré avec l’arbre remarquable Tururi (Sterculia Ivira, Aub.) de 180 pieds de hauteur et dont les Indiens se fabriquent des vêtements d’une pièce de l’écor ce intérieure (voir le Bolivien N. 81).
3 21. Miranhas demi civilisés, de la rivière Japurá coté droit de l’Amazonas, ne parlant cependant pas le portugais.
4 22. Popunha sans épines (iconnu de nous botaniquement) Palmier très-rare, près de Jutahi.
5 23. Fonte Boa (rive droite) 4.me Station des bateux à Vapeur, sur le lac de Fonte Boa, la colline est entourée de sources d’eau excellente. Fondée par lês Jésuites en 1776.
6 24. Le Lac Curúa (rive droite) 50 lieues au-dessous de Fonte Boa, avec un ca¬not d’Indiens soumis, Miranhas, allant à la Roça (plantation).
7 25. Le Palmier Assai (Euterpe oleracea, Mart.) donnant une boisson très-ra¬fraîchissante.
8 26. Goupe de Palmiers remarquables: 1 Murity (Mauritia flexuosa Mart.)

2 Assai (Euterpe oleracea Mart.)

(P. 6)

Alto Amazonas, ou Solimões.

3 Bacabâ-i (OEnocarpus Bacaba Mart.)dont on prépare des boissons nourrissantes et rafraîchissantes en même temps.
1 27.Palmiers Pachiuba bariguda (Iriartea ventricosa, Mart.) très-rare.
2 28. Urucurana (Hieronymia alchornioides (?) Fr. all.) arbre de 150 pieds de haut, donnant des fruits avec lesquels on prend le poisson.
3 29. Feitoria Pirrarucú. (Pêcherie du poisson Pirrarucú) sur la plage de Genipappo sur l’Amazonas, rive droite, vis-à-vis de la 1.re embouchure du Japurá.
4 30. Pirarucú (Sudis Gigas, Cuv.) 9 pieds de long. Poisson de l’Amazonas, dont on pêche de 100 à 150 mille Arrobas par an. (Article d’exportation.)

N.º 31. Pirarucú (Sudis Gigas, Cuv.) Dito, pris du côté de la tête.
N.º 32. Jacaré sur pied, d’une longeur de 18 pieds. On en trouve des milliers dans les lacs voisins du grand fleuve.
N.º 33. Jacaré couché sur le côté.
N.º 34. Palmiers Jaúari. (Astrocaryum Jauari Mart.) dont on ne mange pas le fruit.
N.º 35. Peixe boi (Manatus americanus, Desm.) dans sa position naturelle dans l’eau, 9 pieds de long.
N.º 36. Peixe boi (Manatus americanus, Desm.) Dito du côté de la tête.

(P. 7)

Alto Amazonas, ou Solimões.

N.º 37. Habitation provisoire des Antropophages Amaúas, sur le Japurá, à 35 lieues de l’Amazonas; venus de la Nouvelle Grenade.
N.º 38. Amaúas Indiens Antropophages assis et debout avec armes et ornements. N.º 39. Amaúas Indiens Antropophages debout, avec massue et lance.
N.º 40. Amaúas Indiens Antropophages avec massue, apprêts de combat.N.º 41. Amaúas Indiens Antropophages avec lance empoisonée, apprêts de chasse.N.º 42. Amaúas Indiens Antropophages, position pour frapper avec la Guiarú (Massue).
N.º 43. Amaúas Indiens Antropophages avec arc et flèches.
N.º 44. Sitio de Tapuyas (métis), avec toute une famille, au lac de Ixiticca, avec plan¬tation de Capauçú (cacao blanc).
N.º 45. Sitio de Tapuyas (métis), au bord du Solimões avec 2 arbres Assacú, dont la sêve brûle instantanément la peau.
N.º 46. Mueratinga (inconnu de nous botaniquement). 200 pieds de haut, bois de construction.
N.º 47. Maniji (inconnu de nous botaniquement). arbre de 120 pieds de haut, pro¬duisant des fruit excellents dans le genre des mûres.

(P. 8)

Alto Amazonas, ou Solimões.

1 48.Village (rive gauche) d’Indiens soumis Paçé; sur le Panellas.
2 49. Palmiers Múriti (Mauritia flexuosa, Mart.) 100 pieds de haut, dont le fruit est mangeable.
3 50.Groupe de 3 Palmiers Múriti (Mauritia flexuosa).
4 51. Forêt vierge sur l’Amazonas avec un Sumaúma (Eriodendron Sumauma, Mart.) de 220 pieds de haut et 8 à 12 pieds de diamètre, produisant une capsule de la grandeur d’un petit Melon, remplie de grains entourés d’un coton soyeux magnifique.
5 52. Seringueira Arbre à Caoutchouc ou gomme élastique (Siphonia elastica, Pers.) 100 pieds de haut. Les Indiens Cambebas furent les premiers qui préparèrent cette résine.
6 53. Páo Mulato (Mirtaceoe facies) 160 pieds de haut, combustible extraordi¬naire, brulant tout vert.
7 54. Castanheiro (Chataignes du Pará) (Bertholletia excelsa H. et B.) arbre de 180 pieds de haut, excellent bois de constructions navales; ses fibres sont la meileure étoupe pour calfat, et les noix contenues dans des capsules, sont très appréciées en Europe. Il y en a des forêts entières.

[Obs.: entre as páginas 6 e 7, vê-se a dobra das folhas do caderno, costuradas com uma linha simples.]

( P. 9)

Alto Amazonas, ou Solimões.
1 55. Forêt vierge, défriché (rive droite) à 180 lieues de Tefé, sur l’Amazonas, dont le propriétaire (portugais) a eu l’admirable et peu commune idée, de laisser un exemplaire de chaque qualité d’arbres, debout 1, Castanheiro, 2, Mimosa, 3, Arraratucopi, 4, Tinambucca.
2 56. Tinambucca (iconnu de nous botaniquement) sur l’Amazonas, 170 pieds de haut, arbre dont les Indiens construisent les pirogues de grande dimen¬sion.
3 57. Cumarú (Dipterix odorata, W.) 140 pieds de haut, bois de constructions navales, le fruit renferme une gousse, contenant un pois dont on extrait une huile qui est un des meilleurs parfums connus; (Article d’exportation)
4 58. Caiaúe (Elaeis melanococca, Gaert.) Palmier bas serpentant sur le bord de l’Amazonas, on prépare avec son fruit de l’huile de table.
5 59. Bacaba-i (OEnocarpus Bacaba, Mart.) Palmier de 25 pieds, dont le fruit préparé donne une boisson excellente.
6 60. Japurá (rive gauche) grande Rivière, venant de la Nouvelle Grenade; avec un bateau chargé de ce pays, en route depuis 12 mois pour se rendre a Coari; y vendre ses produits et remonter ensuite l’Iça pour s’en retourner.

(P. 10)

Alto Amazonas, ou Solimões.

N.º 61. Tefé ou Ega (rive droite) 5.me Station de la Compagnie, sur le lac de Tefé, à une lieue de sa jonction avec l’Amazonas, chef-lieu de la Comarca, 800 habitants fondé par les Missionnaires Carmes. (élevé à chef-lieu en 1759.)
N.º 62. Coco da Bahia (Cocos nucifera, Linn.) au bord du lac de Tefé, dont toute l’extension est encore inconnue, l’extremité du lac étant habitée par des sau¬vages cruels.
N.º 63. Miranhas (rive droite) Indiens demi civilisés près du lac Arini (père et mère), dont la femme porte un régime de Bananes indigènes, appelées da Terra.
N.º 64. Miranhas Indiens demi civilisés près du lac Arini (frère et soeur); la fille porte un régime de Bananes indigènes appelées da Terra.
N.º 65. Coari novo (rive droite) 6.me Station de la Compagnie sur le lac Coari, bord de l’Amazonas avec 100 habitants, fondé il y a 10 ans. L’ancien Coari, fondé par les Carmes en 1758, se trouve sur une presqu’île au milieu du lac.
N.º 66. Carana (Mauritia gracilis, Wall.) végétation de marais ou de terrains in¬nondés sur le lac Coari.
N.º 67. Hutte de Seringueiro (fabricant de caoutchouc).

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Alto Amazonas, ou Solimões.

N.º 68. Fabrication de caoutchouc operée principalement par la fumée de la se¬mence des Palmiers Urucuri e Najá que l’on met dans le feu.
N.º 69. Gudajas (rive gauche) 7.me Station de la Campagnie à Vapeur sur l’Amazonas, fondée par la même compagnie en 1866. (400 habitants.)
N.º 70.Muras (rive droite) Indiens domestiques sur le lac Januacá, homme, fem¬me et enfant pêchant à la flèche.
N.º 71. Famille (rive gauche) du Cacique Caracrái , les derniers de la tribu Paçé, ve¬nue du Rio Iça, 1 Indienne pur sang de la tribu Maraúa, 1 Indienne pur sang de la tribu Cataúxi, avec deux mamelucas.

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Rio Negro.

N.º 72.Manáos extreme gauche
N.º 73 Manáos le centre N.º 74, Manáos extrême droite Panorama de la Capitale de la province “Alto Amazonas”, fondée primitivement par
les Carmes et érigée en Capitale de la Comarca par le gouverneur M.l da Gama Lobo d’Almada en 1695, possède actuellement 2000 habitants. N.º 75. Manáos le Port. 8.me Station de la Compagnie. N.º 76. Manáos avec le Cimetière antique d’Indiens Manaós.
N.º 77. Manáos Igarapé do Correio (Rivière de la Poste).N.º 78. Manáos Maison de Tapuyas.N.º 79. Manáos une famille de Tapuyas, à la porte de leur maison, dans une rue de la
ville.
N.º 80. Manáos une fileuse.
N.º 81. Indien Bolivien à Manáos avec son vêtement, fait d’une pièce des fibres du Tururí, voir N. 20.
N.º 82. Manáos un Groupe de rameurs Boliviens.N.º 83. Manáos Indienne Tecúna, puisant de l’eau.N.º 84. Manáos Indienne Tecúna, portant de l’eau.
N.º 85. Metis au bord d’un lac.N.º 86. Metis la mère et l’enfant.N.º 87. Igarapé de Saint Vicent, près de Manáos.

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Rio Negro.

N.º 88. Carana-i (Mauritia Carana, Mart.) Palmiers et chemin à travers un Marais, près de Manáos.
N.º 89. Carana (Mauritia species).
N.º 90. Une famille de bateliers Boliviens à Manáos.N.º 91. Palmiers Tucumans (Astrocaryum Tucuma, Mart.)
N.º 92. Campement de bateliers Boliviens dans le port de Manáos.
N.º 93. Campement de bateliers Boliviens dans le port de Manáos, avec un malade.N.º 94. Bateliers Boliviens s’embarquant dans le port de Manáos.N.º 95. Hutte d’Indiens, soumis à Tarumá (Rio Negro).
N.º 96. Palmier Pupunhas avec épines (Guilielma speciosa, Mart.)N.º 97. Tarumá confluent du Rio Negro, avec le canot du phtographe.N.º 98. Un Bouquet de Parasites.

(P. 14)

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(P. 15)

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Transcrição: Martim Vicente Revisão: Késiah Pinheiro Viana

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* Joaquim Marçal Ferreira de Andrade é Pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional